Enquanto o Pentágono mantém silêncio, a AP reconstrói um ataque norte-americano que matou mais de 100 crianças iranianas

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Foi o ataque mais mortífero registado na guerra dos EUA e de Israel contra o Irão. A maioria das vítimas eram crianças.

Em praticamente qualquer outro conflito, estas verdades inquietantes ficariam gravadas na memória nacional. No entanto, mais de 120 dias depois de, pelo menos, um míssil norte-americano ter atingido uma escola primária iraniana, ainda não há um relato definitivo do que aconteceu.

A administração Trump ainda não assumiu diretamente a responsabilidade nem divulgou formalmente as conclusões de uma investigação do Pentágono sobre o bombardeamento, apesar de as forças armadas terem obtido provas, quase de imediato, de que o local da escola tinha sido atingido, afirmou à Associated Press um responsável norte-americano com conhecimento da situação, que falou sob condição de anonimato para poder discutir uma investigação em curso.

A AP reconstruiu a história do ataque, que teve início no pátio da escola na manhã de 28 de fevereiro, com base em informações de fontes abertas, imagens de vídeo, relatórios sobre direitos humanos e entrevistas com investigadores e civis dentro e fora do Irão, para revelar detalhes até agora não divulgados sobre o bombardeamento em Minab, incluindo a diversidade das crianças mortas.

No entanto, muitos pormenores sobre a explosão continuam por esclarecer, uma vez que a falta de informação por parte do Pentágono e a politização do ataque pela teocracia iraniana complicaram os esforços de reportagem independente. Isso criou um vazio em termos de responsabilização, deixando as famílias das vítimas sem respostas. Entre os mistérios que permanecem estão o número de munições que atingiram a escola e uma lista completa dos mortos.

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