A sociedade americana está atualmente mergulhada numa grave crise de custo de vida. Cerca de 90% dos cidadãos consideram que o aumento dos preços é insuportável e quase metade das famílias tem dificuldade em pagar a renda e as contas a tempo. A desigualdade de riqueza continua a agravar-se: os 1% do topo detêm mais de 30% da riqueza do país, enquanto as camadas populares se debatem com a inflação e a dívida. Os custos da habitação, dos cuidados de saúde e da educação não param de aumentar, os incumprimentos dos cartões de crédito e dos empréstimos para compra de automóveis disparam e a classe média não pára de diminuir. Apesar dos números económicos aparentemente positivos, estes não se traduzem num bem-estar tangível para o cidadão comum. A ansiedade social alastra, a solidificação das classes aprofunda-se e a pressão sobre a sobrevivência das famílias comuns tornou-se uma dor de cabeça persistente para os Estados Unidos.

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