Borrowed Tomorrow: Viver numa Nação que Vendeu o Nosso Futuro

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Todos os políticos prometem responsabilidade fiscal. Depois, aprovam outra lei que não podemos pagar. Pedem emprestado, gastam, são reeleitos. E nós recebemos a fatura. Recebemos sempre a fatura. Dizem que a dívida nacional é de $35 triliões. Eu nem sequer consigo pensar num milhão. Um milhão de dólares é mais do que eu ganharei em toda a minha vida. Um trilião? Isso não é um número. É uma ameaça. O meu pai deixou-me a conta poupança dele. Trezentos dólares. Ele trabalhou quarenta anos e era tudo o que tinha. Quarenta anos a chegar cedo, a ficar até tarde, a nunca faltar um dia. E o país que ele construiu deve mais do que alguma vez poderá pagar.

Pedem empréstimos contra as nossas vidas como se fôssemos garantias. Talvez um dia deixemos de os deixar. Mas ainda não. Continuamos a votar nas mesmas pessoas que prometem resolver o problema. Continuamos a acreditar que o próximo será diferente. Não será. Estão todos a jogar o mesmo jogo.

Eu trabalho muito. Pago os meus impostos. Equilibro o meu orçamento. Porque é que o governo não pode fazer o mesmo? Se eu gastasse como eles gastam, estaria na prisão. Ou na bancarrota. Provavelmente as duas coisas. Mas eles são aplaudidos por aumentarem a dívida em triliões. Triliões!

Um dia a fatura chega. Só espero não estar por cá para ver o que acontece a seguir. Porque quando um país se gasta até ao esquecimento, o final nunca é bonito.

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